Soravis Srinawakoon, um engenheiro de software tailandês formado na Universidade de Stanford (onde estudou ciência da computação), fundou a Band Protocol em 2017 com a visão de criar uma rede de oráculos que conectasse blockchains a dados do mundo real. Diferente da Chainlink, que é agnóstica de protocolo e opera majoritariamente no Ethereum, a Band foi construída nativamente no ecossistema Cosmos, aproveitando o IBC para interoperabilidade cross-chain. O problema resolvido era o mesmo da Chainlink — contratos inteligentes não podem acessar dados fora da blockchain — mas a Band propôs uma abordagem mais integrada com o ecossistema Cosmos e com suporte nativo a múltiplos ativos e dados.
O Band Protocol usa o BandChain, uma blockchain independente construída sobre o Cosmos SDK com consenso Delegated Proof of Stake (DPoS). Os validadores da BandChain são responsáveis por buscar dados de APIs externas e agregá-los usando um mecanismo de consenso próprio que garante precisão e resistência à manipulação. Os dados são disponibilizados em qualquer blockchain conectada via o Band Standard Dataset, que inclui preços de criptomoedas, commodities, taxas de câmbio e dados de mercado de ações. A Band também oferece o Band Oracle Custom Script, onde desenvolvedores podem definir scripts de como os dados devem ser buscados e agregados. O token BAND é usado para staking, governança e pagamento de taxas de consulta de dados.
A Band Protocol se estabeleceu como o oráculo preferido no ecossistema Ethereum antes de migrar para o Cosmos, mantendo Bridges para Ethereum, BNB Chain e outras redes. A Band fez parcerias com múltiplos protocolos DeFi no Cosmos (Kava, Osmosis, Secret Network) e com projetos no Ethereum. O BAND atingiu US$ 22,60 em 2021. Soravis Srinawakoon continua liderando a Band com uma equipe distribuída na Tailândia e Singapura. O projeto enfrenta competição da dominante Chainlink, que tem muito mais adoção e integrações. A CoinxVista classifica o Band Protocol como o oráculo nativo do Cosmos, um projeto que se beneficia do crescimento do ecossistema IBC e que oferece uma alternativa técnica sólida para desenvolvedores que preferem integração nativa com Cosmos em vez de uma solução genérica como a Chainlink.