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Stellar (XLM)

Boa noite! Analise aprofundada da CoinxVista

Jed McCaleb, um dos primeiros funcionários do Mt. Gox e co-fundador da Ripple, rompeu com a empresa em 2013 devido a divergências sobre o foco do projeto. Enquanto a Ripple se concentrava em atender bancos instituições, McCaleb queria uma rede verdadeiramente aberta e acessível a qualquer pessoa. Assim nasceu a Stellar, fundada em 2014 em parceria com o advogado e empreendedor Joyce Kim. A missão era ambiciosa: criar uma rede global de pagamentos que pudesse conectar sistemas financeiros fragmentados, permitindo que qualquer pessoa enviasse dinheiro através de fronteiras tão facilmente quanto envia um e-mail — tudo com doações filantrópicas da Stripe, que contribuiu com US$ 3 milhões na fundação.

A Stellar usa o Stellar Consensus Protocol (SCP), um algoritmo de consenso inovador baseado no Federated Byzantine Agreement (FBA). Diferente do Proof of Work (custoso) ou Proof of Stake (que concentra poder), o SCP permite que cada nó escolha seu próprio conjunto de validadores de confiança (quorum slices) e, através de interseções entre esses conjuntos, a rede inteira chegue a um acordo sem precisar de validação global unificada. O resultado é uma blockchain que finaliza transações em 3-5 segundos, com custos de frações de centavo e capacidade de processar milhares de operações por segundo. A Stellar também suporta emitir ativos personalizados (stablecoins, tokens de recompensa, CBDCs) nativamente, e conta com uma exchange descentralizada integrada (DEX) no próprio protocolo, onde ordens são pareadas automaticamente através do mecanismo de order books on-chain.

A Stellar construiu parcerias reais no mundo financeiro tradicional, algo que poucas blockchains conseguiram. A IBM usou o Stellar para o "IBM World Wire", um sistema de liquidação de pagamentos transfronteiriços. A rede foi adotada por empresas de remessa nas Filipinas, África e América Latina. A Stellar Development Foundation (SDF) distribuiu milhões de lumens (XLM) em airdrops e programas de estímulo, incluindo uma parceria com a MoneyGram em 2021 para liquidação de USDC. A Stellar sobreviveu a controvérsias — em 2019, a SDF queimou 55 bilhões de XLM (mais da metade do suprimento) para "otimizar a tokenomics", uma decisão controversa que dividiu a comunidade. McCaleb deixou a liderança ativa em 2019 para se dedicar a outros projetos (como o Echelon), e Denelle Dixon assumiu como CEO. A CoinxVista enxerga a Stellar como um dos projetos mais subestimados do mercado, com tecnologia robusta e adoção institucional real, mas ofuscada pelo hype de blockchains mais especulativas.

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