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Fantom (FTM)

Boa noite! Analise aprofundada da CoinxVista

Em 2018, um grupo de pesquisadores coreanos e russos — incluindo o Dr. Ahn Byung Ik (fundador da Sistemas Zion) — publicou o whitepaper da Fantom, propondo uma blockchain baseada em DAG (Directed Acyclic Graph) que prometia resolver o trilema da blockchain. Diferente de blockchains lineares tradicionais, a Fantom usa o Opera, uma mainnet que implementa o consenso Lachesis — uma variante do protocolo aBFT (Asynchronous Byzantine Fault Tolerance) que oferece finalização instantânea, alta escalabilidade e taxas baixíssimas. O problema que a Fantom buscava resolver era o mesmo que afetava todas as blockchains da época: latência alta, finalização lenta e taxas imprevisíveis.

O consenso Lachesis é a joia técnica da Fantom. Em vez de blocos lineares, as transações são organizadas em um DAG onde cada evento (transação) referencia eventos anteriores de múltiplos validadores. O Lachesis alcança consenso através de proof-of-stake com um mecanismo de "gossip" assíncrono que permite que a rede processe transações em paralelo. O resultado é uma blockchain que finaliza transações em menos de 2 segundos, com capacidade de processar milhares de TPS e custos de frações de centavo. A Fantom é totalmente compatível com a EVM do Ethereum, permitindo que desenvolvedores migrem projetos de Solidity sem modificações. O token FTM é usado para staking, pagamento de taxas e governança. A Fantom também suporta ativos nativos (Fantom Asset) e contratos inteligentes que podem ser escritos em Solidity, Vyper e Yul.

O ecossistema Fantom explodiu em 2021 graças a um homem: Andre Cronje, o lendário desenvolvedor sul-africano que criou o Yearn Finance e se tornou o "Tony Stark do DeFi". Cronje construiu vários protocolos na Fantom, incluindo o Solidly (DEX) e o Multichain (bridge), atraindo liquidez massiva da Ethereum para a Fantom. No auge, a rede abrigava mais de US$ 10 bilhões em TVL. Em março de 2022, Cronje anunciou abruptamente que estava saindo do DeFi, causando um crash de 90% nos tokens de seu ecossistema e levantando questões sobre a centralização da Fantom em um único desenvolvedor. A rede se recuperou gradualmente, com novos projetos e o lançamento do Sonic (atualização que promete compatibilidade com EVM e desempenho ainda maior). Em 2023, a Fantom Foundation anunciou o Sonic Labs como parte de sua estratégia de revitalização. A CoinxVista analisa a Fantom como um estudo fascinante de uma blockchain que atingiu o estrelato DeFi através de uma figura lendária, e que agora busca provar que seu ecossistema pode sobreviver independentemente de gênios individuais.

Leitura recomendada: Para expandir sua visão sobre a tecnologia blockchain, sugerimos a análise de o protocolo Loopring (LRC) no ecossistema.