Stephen Tse, um engenheiro de software formado em Stanford e ex-funcionário da Microsoft e Google, fundou a Harmony em 2018 com base em sua pesquisa sobre sistemas distribuídos e criptografia. Ele identificou que os protocolos de consenso existentes eram lentos porque exigiam comunicação excessiva entre nós. A Harmony introduziu o uso de assinaturas BLS (Boneh-Lynn-Shacham) para agregação de assinaturas, permitindo que milhares de validadores em shards diferentes atinjam consenso rapidamente com mínima sobrecarga de comunicação. O problema resolvido era o gargalo de comunicação em blockchains sharded — cada shard precisava de consenso, e o custo de comunicação entre shards era o principal limitador de desempenho.
A Harmony usa um mecanismo de sharding chamado "Effective Proof of Stake" (EPoS), com 4 shards ativos (cada um com 250 validadores), capazes de processar 2.000 transações por segundo combinados com finalização de 2 segundos. A inovação está no uso de assinaturas BLS multi-signature, que permitem que um bloco de milhares de transações seja representado por uma única assinatura agregada de 64 bytes — drasticamente mais eficiente que milhares de assinaturas individuais. A Harmony também desenvolveu a Harmony Bridge, que conecta a rede a Ethereum e outras blockchains via uma combinação de validadores e provas de luz. O token ONE é usado para staking, taxas e governança. A Harmony também oferece contratos inteligentes compatíveis com EVM e suporte a linguagens Solidity e Vyper.
A Harmony teve um crescimento impressionante em 2021, atraindo projetos como o Tangram (DEX), o Dopex (options), e o Curve (que lançou pools na Harmony). O ONE disparou de US$ 0,01 para US$ 0,38. No entanto, em junho de 2022, a Harmony Horizon Bridge foi hackeada em US$ 100 milhões quando os validadores da bridge foram comprometidos — o atacante usou chaves privadas comprometidas para drenar fundos da ponte entre Harmony e Ethereum. O hack destruiu a confiança no ecossistema, e muitos projetos abandonaram a rede. A Harmony congelou a bridge para investigar, e o TVL despencou de US$ 1 bilhão para praticamente zero. A equipe continuou desenvolvendo, mas o dano foi profundo. Stephen Tse continua liderando a Harmony com planos de recuperação e foco em segurança. A CoinxVista analisa o Harmony como uma lição sobre o risco de bridges em ecossistemas multi-chain — uma blockchain com engenharia sólida que foi devastada por uma vulnerabilidade em sua infraestrutura de ponte, mostrando que a segurança de uma rede depende de todos os seus componentes, não apenas da blockchain principal.
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